O DESENHO DE PAISAGENS E AMBIENTES INTERNOS

O que dois temas tão distintos pode ter em comum?
Bom esses assuntos fazem parte da lição 11 cuja tradução acaba de ser concluída. Essa tradução tem mais de 40 páginas com informações de altíssimo nível sobre o desenho de paisagens e ambientes internos. São duas matérias em uma lição. O conteúdo é tão minuncioso que eu acho difícilímo você encontrar algo assim em qualquer lugar. A seguir veja algumas considerações.
Ao trabalhar esses assuntos, tanto o desenho de paisagens como o de ambientes internos, o artista precisa ter em mente de que é preciso pensar sobre eles como cenários. E como tal devem ser convincentes e descritivos. Veja a enorme importância disso para o artista como segue: "Eles devem ser para uma composição o que a 'locação' é para o cinema". Então, o cenário não pode se resumir a aspectos 'genéricos' dos diversos elementos, tipo... as mesmas árvores, ou as mesmas pedras, ou os mesmos edifícios, ou ainda os mesmos móveis, enfim, fuja do trivial e das mesmices! 
Mas... como é que agente faz isso?
Quando nos deparamos com esse tipo de trabalho sempre surgem vários questionamentos:
-Qual a maneira correta de interpretar a natureza?
-Ela pode ser tomada literalmente ou a sua representação deve respeitar os crítérios técnicos, e que critérios são esses?
-Para que serve a paisagem e como posso determinar com consciência os ambientes internos para que possam efetivamente comunicar com o público?
-E as referências, onde ficam nisso? Podem ou não ser utilizadas? Se não, por que? Se sim, o que posso utilizar como referência? Por onde devo começar?
Na realidade esses questinamentos são de quem se preocupa em fazer algo certo e direito. Estas são apenas algumas perguntas e ainda podem eventualmente surgir outras dependendo da contingêcia, mas que essa lição responde a todas elas com soberba competência.
-Na primeira parte ela trata sobre o desenho de paisagens: Os aspectos emocionais, como utilizar referências fotográficas, como comunicar a ideia, como trabalhar a paisagem em relação aos aspectos vistos nos diferentes horários e os efeitos atmosféricos e de luz e sombras (esse material realmente leva a sério o nosso desejo de aprender e dominar a arte e o desenho).

-Na segunda parte sobre ambientes internos os autores informam com precisão sobre a importância do cenário, como construí-los, o ponto de vista (aí vemos os reflexos da perspectiva 'que já estudamos na lição 10), a importância de escolher o cenário certo para os personagens certos, a composição, os efeitos atmosféricos e os aspectos de luz e sombras entre outros (continue lendo, mais abaixo faça um download de uma versão preview da tradução).
Agora, observe as ilustrações dessa postagen. Elas são de dois artistas distintos cujos trabalhos me chamam muita a atenção. O primeiro é de Miguel Angel Prado (espanhol) que assina como Miguelanxo Prado. As ilustrações dele foram extraídas da edição Mundo Cão de 1991 da, então na época, Abril Jovem. Quando via seus desenhos, sempre ficava impressionado, eu não sabia ao certo por que, mas hoje após estudar essa lição eu entendo o que existe nesses trabalhos que chamam tanto a atenção, e consigo ver que elementos estão incluídos nelas que as tornam tão belas e que antes eu não conseguia exergar.
O outro, é Katsuhiro Otomo, (é redudante, mas vou dizer assim mesmo: japonês) e as ilustrações são das edições de Akira da Editora Globo. Não se trata somente de 'pespectiva', existe algo mais que só um estudo mais aprofundado pode revelar.
Já muitos membros do Projeto estão estudando essa lição e gostaria de pedir para esses que por favor, observassem essas ilustrações e dissesse para si mesmo o que existe nesses desenhos que chamam tanto a atenção de acordo com o que você está apredendo.  
A tradução dessa lição está à venda por apenas R$ 22,00 somente para os membros do Projeto Desenhistas Autodidatas. Os valores levantados com essa tradução servirão para subsidiar os trabalhos de tradução, revisão e diagramação em tempo integral da lição 12 sobre o desenho de animais e animais em ação (e são mais 40 páginas pra enfrentar). 
E se você ainda não faz parte do Projeto, eu te digo: Dê uma chance ao seu talento. Não existem atalhos pra se aprender a desenhar, mas o caminho mais curto é aprender a desenhar com autores competentes e com materiais excelentes. 
As ilustrações contidas nessa postagem não fazem parte dessa lição. Elas estão figurando aqui por que é possível encontrar nelas todos os elementos que são ensinados na lição -e isso nos mostra o quanto é atual esse material que está sendo traduzido e estudado. Após estudar essa lição é possível ver, entender e pensar como e por que os artistas procuraram trabalhar essa ou aquela maneira de interpretar esse importante tema para comunicar uma ideia que queria transmitir (e novamente digo: aconselho inclusive que após estudar essa lição você volte nessa postagem e tente identificar esses aspectos importantíssimos).
Bom, se você tiver interesse em participar do Projeto clique aqui e saiba mais sobre ele, clique aqui e faça um download de um preview da tradução. Para aqueles que já adquiriram essa tradução posso te assegurar que ao terminar o estudo dessa lição você não findará o ano do mesmo jeito que começou. Vamos adiante...

Um comentário:

Anônimo disse...

Meu muito obrigado a você Renato e toda sua equipe pelo esforço e dedição que têm demonstrado no intuíto de nos oferecer um material da mais alta qualidade, onde seus autores demonstram, acima de tudo, o comprometimento com a aprendizagem do aluno. Confesso que já aprendi muito nessas primeiras lições, coisas que talvez só teria oportunidade de ver em uma faculdade de Artes.
É um curso que recomendo a todos que amam a arte de desenhar.
Emigdio A.Martins