AOS NÚMEROS...

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Oi pessoal, chegamos ao final do mês com um saldo de mais de 3200 visitas, trabalhamos muito esse mês procurando esse número, inclusive durante o carnavalsão. Aos visitantes: -Espero que tenham gostado (podem confirmar isso nos comentários, comenta, vaai, por favor!), vocês são a razão de ser desse blog, todo o conteúdo é desenvolvido pensando em vocês. E ratificando o que estamos dizendo chegamos à conclusão do que estaremos trazendo nos próximos dias baseado na pesquisa feita, vejam o resultado:

Tivemos a participação de 65 pessoas na pesquisa (parece ínfimo, mas para nós é muito importante), a maioria, 40% dos entrevistados encontra dificuldade no desenho, a representação da figura humana. Nós já estamos trabalhando e desenvolvendo os post's para este assunto, os demais assuntos serão abordados na suas respectivas ordem.

Nossos agradecimentos mais uma vez ao Wilson Matsumoto do blog wilsonmatsumoto.blogspot pelos seus comentários bem humorado e também pela divulgação e por ter linkado o Desenhistas autodidatas no seu site. Também agradecemos ao Álvaro Yujin do blog alvarojrmangaka.blogspot e ao Evandro Molina do blog emolinadesenho.blogspot por terem linkado o Desenhistas Autodidatas nos seus respectivos blogs (-acho que eles gostaram!).

Estamos iniciando uma nova pesquisa e contamos com a participação de todos, ela é importante para nós, pois serve para nortear as futuras estratégias que serão adotadas para os melhoramentos deste site.
Muitíssimo obrigado a todos. Voltem sempre - E tragam mais gente! (desculpem, não resisti...)

APLICANDO OS CONHECIMENTOS!!

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Há poucos dias falamos da técnica do quadriculado, (se não viu, veja!) esta técnica serve tanto para fazer redução como ampliação, é impressionante o que é possível fazer com o quadriculado, vejam:
O site Drawspace.com disponibiliza o tutorial do desenho acima (tipo apostila) para vizualização gratuita contendo uma demonstração dessa técnica. Para redirecionar para o tutorial clique na imagem, detalhe: precisa fazer um cadastro, é simples, rápido, fácil e nem dói nadinha, daí o conteúdo fica disponível para você. Eu recomendo o cadastro por que além desse tutorial tem muitos outros disponíveis para apreciação e aprendizado.

CLASSIC AMERICAN PIN-UP'S

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Fizemos uma seleção de imagens buscadas da internet, o resultado é que alguns dos principais artistas estão incluídos nesta pasta: Al Buell, Ted Withers, Bill Medcalf, George Petty, Gil Elvgren, Billy De Vorss, Peter Driben, Harry Ekman, Freeman Elliot, Alberto Vargas, Rolf Armstrong, Pearl Frush, Earl MacPherson, Zoe Mozert, Edward Runci, Joyce Ballantyne, Art Frahm e por fim Fritz Willis. Os desenhos são sensacionais, e as imagem estão em ótima resolução.

clique na imagem para baixar o arquivo
dos autores, destacaremos um:
BIOGRAFIA DE FRITZ WILLIS

Quando, no verão de 1946, o Esquire anunciou uma nova obra intitulada Galeria do Glamour, a revista selecionou Fritz Willis para desenvolver a ilustração inaugural. Foi sua primeira pin-up publicada, foi o ponto de partida para uma carreira espetacular de trinta anos.
Um talento multifacetado, Willis trabalhou com Katherine Hepburn, em Alice Adams. Nos anos 30 e início dos anos quarenta, ele trabalhou para os Irmãos Warner como designer de produção e artista de publicidade. No estúdio, ele desenvolveu uma amizade com José De Mers, juntos criaram pin-ups para a Esquire Gallery.
O anos 50 começou a desenvolver ilustrações para as principais revistas da américa, também recebeu diversos propostas de trabalho para anúncios de companhias como Max Factor, Sunkist, e Refrigerantes Pepsi. Willis pintou capas de programas para Shipsteads e Johnson ice Follies de 1952 a 1969, desenvolveu outdoors para o Hotel Stardust e Casino Lounge em Las Vegas. Ele escreveu quatro livros de arte nos moldes clássicos para Walter foster que foi impresso por mais de 40 anos.
Em 1961, Willis recebeu outra comissão importante: Brown and Bigelow lhe pediram que reformasse o calendário mais vendido da época o Artist's Sketch Pad. Ele planejou um novo desing para o calendário e, no processo, criou a última das grandes meninas da pin-up. A Willis Girl, entretanto nascido em uma idade de rebelião, teve o ar sofisticado da pin-up clássica.
Willis executava seus trabalhos em óleos sobre tela; algumas das ilustrações feitas para revistas e as pin-ups dos anos 40 foram pintados em gouache. A maioria das ilustrações tinham aproximadamente 18 x 24 polegadas (45.7 x 60.1 cm), mas os peças mais importantes poderiam ser maiores.
Na aposentadoria, Willis e a esposa Pat se mudaram para São Clemente, Califórnia. Pat era sua modelo e melhor amiga. Willis contraiu a Doença de Parkinson e veio a falecer no dia 13 de janeiro de 1979.

Ilustração para Walter Fosterfonte da imagem: anúncio Mercado Livre

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE

Veja:
Figure Construction Drawing


Quando obeservamos a forma como os esboços acima são desenvolvidos, é interessante notar o emprego de uma percepção que para alguns é quase intuitiva. Essa percepção consiste em reduzir as formas de tudo o que desenhamos à forma do cubo, do cilindro e da esfera! (no momento em que fazemos os esboços) - Essa observação não é nova, ela é de Cézanne, e Picasso a reiterou dizendo categoricamente que "-Cezanne tinha razão", procurando a partir daí novos ângulos, quadriláteros e cubos nos objetos, figuras, e retratos que fazia.

LIÇÕES E TÉCNICAS DE DESENHO COM BICO-DE-PENA

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O site creativespotlite.com está disponibilizando gratuitamente um livro importante que trata de um tema relevante: o desenho com caneta bico-de-pena. A obra "PEN DRAWING AN ILLUSTRATED TREATISE" tem um vasto referencial teórico (em inglês), em contrapartida tem também imagens que realmente mostram que o autor, Charles Donagh Maginnis, sabia o que estava fazendo. Aliás, Maginnis é considerado o Pai da Arquitetura Gótica Americana, vejam alguns exemplos interessantes do livro:
A Referência

A imagem trabalhada

muito bom, não é mesmo? -E tem mais...

Acontece que no creativespotlite o livro está sendo disponibilizado página por página, aqui, no Desenhistas Autodidatas, você baixa o arquivo inteiro todo compactado, então vamos lá clica aqui pra fazer o download e não perca mais tempo!!!

HOW TO DRAW A HEAD

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Estou desenvolvendo um post sobre como desenhar a cabeça (e tá me dando um trabalhão), no meio das minhas pesquisas encontrei um site supreendente, o How To Draw a Head, este site tráz uma cortesia: um tutorial totalmente free abordando o tema , o título já diz, Como Desenhar a Cabeça, ele aborda passo-a-passo questões sobre o início do desenho, proporções, expressões, etc. Foi uma supresa descobrir que existe um negócio desses assim free. Tem um problema: é tudo em inglês, contudo é muito intuitivo e até divertido a navegação.
clique na imagem para redirecionar. Ainda sobre o assunto recomendo dar uma passadinha em alguns sites que estão fazendo a diferença:

wilsonmatsumoto.blogspot - além de tratar de assuntos como o desenho (inclusive o publicitário), tráz também uns tutorias do Mozart Couto sobre como desenhar a cabeça, muuuuito bom!!

makingart-br.blogspot - O site está disponibilizando o curso de impacto do Greg Capullo, lembra? aqueeele da revista Wizard, o Curso de Impacto é muito bom e o autor aborda os assuntos de forma que vai evoluindo gradativamente do básico (o desenho da cabeça) ao avançado (uma série de macetes para dar uma turbinada nas estórias). É muuuuito bom, passa lá!

AAAAH, EU QUERIA ESTAR LÁ PRA VER...

Simplesmente alguns dos melhores do mundo, impressionante...

Joe Kubert & John Romita Pai, sketch for The Hero Initiative

IMAGEM ESPETACULAR

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Tenho certeza que navegando pela internet você já viu uma dessas fotos:

Você sabe o que é isso?
São figura tridimensionais, e a matéria que trata desse assunto é a perspectiva, no caso dessas ilustrações especificamente trata-se da “perspectiva anamórfica”; Aí você me pergunta, - Puxa vida Renato o que é isso?
-Bom pessoal, chamamos de perspectiva anamórfica aquela em que a deformação de uma imagem formada por um sistema ótico tem ampliação longitudinal diferente da ampliação transversal. Mas aí você me diz:
-Renato não entendi nada, traduz aí...
-Então vamos traduzir, a imagem ou figura é representada distorcida para que, ao ser contemplada desde determinado ângulo ou ponto de vista, resulte correta em suas proporções. Corrige assim os inevitáveis achatamentos das pinturas situadas a grande altura numa parede ou as deformações realizadas em superfícies curvas, como abóbadas. No caso da ilustração aí acima no piso.
A primeira vez que se usou esse tipo de perspectiva foi no século XVI, quando os pintores queriam retratar uma realidade sobre uma visão superficial.
Foram encontradas muitos afrescos com imagens sacras, retratos secretos ou mesmo cenas de prazeres carnais camufladas, de modo que à primeira vista, pareciam estranhas paisagens com pequenas figuras.
Nos séculos XVIII e XIX, esse tipo de perspectiva se difundiu principalmente nos Países Baixos e apareceu como uma técnica difícil de ser trabalhada.
Hoje, no século XXI, encontramos esse tipo de perspectiva nas estradas, nos filmes e nas pinturas do artista aí acima.Curioso que até a natureza parece também imprimir os efeitos da perspectiva anamórfica, veja esta imagem:

- É uma fotografia impressionante pela sua exuberância e beleza. Esta é a foto de uma formação rochosa que existe em um lago da Birmânia, diz-se que só é possível tirar essa foto em um determinado período do ano, devido à iluminação solar. E você me pergunta:
- Sim e daí? O que isso tem a ver com a perspectiva anamórfica?
- Bem, apóie sua cabeça sobre seu ombro esquerdo e você entenderá...
- Não conseguiu enxergar?
- Clique aqui e fique IMPRESSIONADO!!
- Entendeu agora?

- Tente reproduzir esses efeitos em sua arte, de forma que as pessoas se impressionem ao encontrar muito mais além daquilo que aparenta ter, como nas obras de M.C. Escher.

DESENHAR MULHERES

As imagens que serão mostradas abaixo podem ser vistas no site idrawgilrs.com, lá estão disponibilizados vídeos de ótima qualidade, inclui também uma larga variedade de tutoriais que abrangem desde o desenho de paisagens como também do desenho da figura humana masculina e feminina, tem até tutoriais básicos para crianças, enfim, o site é muuuuuito bom!!

TRATADO DE BANDA DESENHADA

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Curso de Banda desenhada
Traduzindo para o português do Brasil: CURSO DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, de Francisco Chinita que vem com uma proposta boa, veja sua apresentação:
Este tratado de BD foi inicialmente criado para a sua publicação em livro mas, na impossibilidade de o conseguir devido ao medo que as editoras ainda têm para se aventurar neste mercado, decidi, então, transforma-lo numa página da web e comparti-la gratuitamente com todos os interessados.
O conteúdo deste site é o de um verdadeiro curso online de Banda Desenhada o qual se divide em 12 lições; 6 delas sobre técnicas de desenho e as restantes sobre a construção de um guião, tão fundamental para o êxito de uma história. Aconselho que estude alternadamente entre as lições de Desenho e Guião, elas se complementam.
Aventure-se na 9ª arte e... bons estudos!
Para ver o curso clique aqui e para ver mais coisas bacanas disponibilizadas pelo Francisco Chinita, clique aqui.

TÉCNICAS DE AMPLIAÇÃO

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A importância de saber observar as proporções adequadas em um desenho é essencial. Isto por que desenhar implica (como já foi dito antes) em treinamento do olho para enviar mensagens à mão a fim de que represente um objeto tridimensional numa superfície bidimensional. Sem o treinamento você não conseguirá exprimir a forma real de um objeto e sua relação com o espaço em volta dele.
Sem dúvida uma das formas de treinar a observação é através do uso do quadriculado. Este método foi desenvolvido no Renascimento para facilitar o desenho. Albrecht Dürer, desenhista e pintor alemão criou alguns artifícios para resolver o problema das proporções dos desenhos que desenvolvia. Uma dessas técnicas consistia em quadricular um cristal fixando-o posteriormente em uma moldura e colocando entre o artista e o modelo conforme figura abaixo:

O artista trabalhava com um quadriculado meticulosamente desenhado no papel nas mesmas proporções do quadriculado do cristal. Procurando manter sempre o mesmo ponto de vista (observe o fixador de vista portátil do homem), transferia os traços do modelo para o papel ajudado pelo quadriculado. Esse método permite além de cópias em diversas escalas, também permite fazer um planejamento mais elaborado, de forma que o tema sempre caiba no papel. Atualmente com o advento da fotografia fica bem mais fácil de trabalhar com o quadriculado. É só quadricular a foto. Explicarei o processo de ampliação pela técnica do quadriculado (serei propositalmente um pouco redundante com o fim específico de ser claro e não deixar dúvidas). Para exemplificação escolhi um desenho simples , veja:

A figura tem 8 centímetros de altura por 8 centímetros de largura, pego uma régua e resolvo que quero fazer um quadriculado de 0,5 em 0,5 milímetros para medida da largura, escolho essa medida por que quero ampliar com maior exatidão os contornos, da mesma forma faço com a altura. O resultado é um quadrado milimetrado em 0,5 x 0,5.A figura ficaria assim:

Tendo estabelecido as medidas do desenho original (quadrados de 0,5 x 0,5), resolvo que quero ampliar duas vezes. O próximo passo é desenhar uma grade de 1,00 centímetro por 1,00 centímero, tanto de altura como de largura. Quando termino de fazer a grade (quadrícula) eu começo a transferir o desenho reduzido para a grade ampliada, assim como no jogo de batalha naval observando os números da altura com os números da largura, se, por exemplo estiver desenhando o quadro 5 da largura com o 4 da altura então me concentro somente nele:
Se você seguir pacientemente todas as linhas da grade, assim como o pirata tem que seguir um mapa para achar o "x" e consequentemente o tesouro, então você terá seu desenho feito rigorosamente dentro das proporções pré-estabelecidas, e no final factivelmente você chegará a esse resultado:

(clique na imagem para ampliar)

Essa é uma técnica de ampliar trabalhosa, entretanto é compensadora pelos resultados proporcionados. Existem outras formas de ampliar e mencionarei mais uma, o uso do pantógrafo. Definição: Pantógrafo (do grego pantos = tudo + graphein = escrever) é um aparelho utilizado para fazer ampliações e reduções de figuras nas proporções desejadas, tendo sido inventado em 1603 pelo astrônomo e jesuíta alemão Christoph Scheiner. O pantógrafo é constituído por quatro barras articuladas e fixadas entre si, duas maiores e duas menores (geralmente em madeira), que se mantém paralelas. As duas réguas menores estão por baixo e as maiores são colocadas sobre estas.

Pantógrafo de madeira


Para fins de informação a Tridente disponibiliza 2 tamanhos: 40 e 60 cm. Amplia, copia e reduz qualquer desenho. Fabricado em madeira dura de excelente qualidade, com furos de precisão. Ferragens de latão cromado. Acompanha morça para fixar na extremidade da mesa e suporte plástico para fixar em cima da mesa. Acompanha manual de instruções. (o que eu uso tem 60 cm.) Sua utilização não é tão simples, mas os resultados proporcionados são ótimos com a vantagem do tempo reduzido para acabar um desenho.


O Ponto “O” fica fixado à mesa (com a morça), o desenho que se pretende ampliar fica no ponto “D” (este não pode mudar de posição, deve ficar preso com uma fita). Antes de começar fixe o ponto “D” bem na metade do papel. Fixe ao lado do desenho uma folha de papel em branco (é nela que você fará a ampliação ou redução, esta não pode sair da posição também, deve ficar fixado com fita) em seguida posiciona o ponto “E” na metade da folha também. Depois de estabelecer o posicionamento você pode começar a transferir, sempre observando cuidadosamente os resultados. Para reduzir ou ampliar é só mudar os posicionamentos do ponto “A” e do ponto “C” respectivamente.
-Agora é só treinar.
Alguma dúvida? Quer comentar alguma coisa? Quer sugerir algum tema? É só postar nos comentários...
-Ah, e antes que eu me esqueça, por favor, divulguem o “desenhistas autodidatas” para os seus amigos, nos blogs, fóruns e comunidades que vocês eventualmente participam, sua divulgação é importante e para nós serve como termômetro da sua apreciação.

DESENHANDO COM DAG LEMOS

Estúdio Dag Lemos - Mestre Dag trabalhou para a Hannah Barbera, com personagens como Falcão Azul e Bionicão, e produziu várias HQs de terror. Bom para quem quer aprender tanto o traço clássico quanto o usado nos heróis Marvel e DC.
Aula 1



Aula 2

Aula 3

Aula 4

A escola fica em Campinas, no Jardim dos Oliveiras.Informações, pelo fone (19) 230-0669.

fonte: Hq Cosmo

A ARTE DE VER - PARTE 2

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Na primeira parte explicamos a importância de saber ver, demonstramos através da arte de MC Escher como nossa mente nos engana, distorcendo o que vemos e fazendo julgamentos errados entre o que vemos e o que de fato existe. Enfim você aprendeu a não confiar no que vê, acrescentamos de antemão que é preciso e necessário colocar a prova, medir, observar e analisar atentamente o que você vê. De posse dessas informações daremos mais um passo adiante.
Quando você estiver diante de uma folha de papel em branco, não fique aterrorizado sem saber o que fazer. Tenha em mente uma coisa: O desenho, sobretudo nos seus primeiros esboços, não é nunca uma mera obra do acaso e muito menos uma inspiração mágica. O desenho é produto da inteligência, porque é preciso raciocinar. Calma, não fique apavorado, são raciocínios simples, entretanto absolutamente lógicos que direcionam nossos primeiros traços em um papel branco e que orientarão a disposição e as dimensões respectivas do modelo que deverá ser desenhado. Observe este desenho:
(clique na imagem para ampliar)
Antes de qualquer ação observe atentamente, pegue um lápis, para fazer as medições, procure fazer um enquadramento, NÃO SABE COMO FAZER? Espere, vou explicar para você:
clique na imagem para ampliar
Neste caso a artista está trabalhando com uma natureza morta, ela segura o lápis de frente para a composição, estende o braço o máximo possível – mantendo essa posição sempre que for medir algo, situa o lápis na parte que for medir, fecha um dos olhos e movimenta o polegar até que a parte visível do lápis coincida com a parte que pretende medir, fazendo a marcação do modelo (no lápis) e transferindo para o papel. No nosso exemplo estamos utilizando uma foto então, veja como proceder:
clique na imagem para ampliar

Fonte: http://www.picturedraw.co.uk/

É preciso situar os elementos da composição dentro de espaços que os limitem em altura e largura, esse é um passo importante. Falamos de enquadramento: - Este é o resultado dessa reflexão necessária para começar a desenhar, para romper a angustiante barreira do papel em branco.
Leonardo da Vinci, há mais de quinhentos anos, já aconselhava os seus alunos que exercitassem a vista para calcular “a olho” as verdadeiras dimensões dos objetos e fizessem comparações a fim de estabelecer as relações entre cada parte da figura.
De volta ao desenho proposto, vejamos como ficariam as medições levando em consideração o que foi dito:
clique na imagem para ampliar
fonte: Jan Blencowe

Observe que destaquei para fins de ilustração as medidas do barco, na parte superior marquei a largura (amarelo), na frente marquei a altura (verde) tomando essas medidas como ponto de partida calculei a proporção de toda a figura verificando altura e a largura respectivas, procurando com isso “enquadrar”, dimensionar, verificar distâncias, etc.
Naturalmente haverá algumas dimensões que não irão se ajustar com exatidão às medidas-padrão estabelecidas de antemão, mas não será difícil determina-las por aproximação.
E você pode questionar:
- Toda vez que desenhar serei obrigado a enfrentar todos esse cálculos de medidas?
-Bem... Sim e não!
- Sim, por que não existe enquadramento que não exija o raciocínio sobre suas medidas e proporções;
- E não, porque é evidente, que você, que está ávido por aprender e “aplicar” o que aprendeu, logo-logo se acostumará com essa rotina e aprenderá de tal forma que será capaz de fazer as mensurações apenas olhando o modelo. Até lá meu amigo, não existe mágica e nem segredo o que existe é muito suor e muuuuita observação.

Tomei a liberdade de demonstrar as mensurações em mais duas figuras para sua melhor compreensão:

- Figura 1

- Figura 2

A ARTE DE VER - PARTE 1

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Um dos principais obstáculos dos desenhistas (principalmente dos principiantes) é aprender a enxergar. E você pode me interpelar:
- mas eu não sou cego!
- Bom, quando falo em aprender a enxergar, quero dizer “aprender a ver como o artista vê”.
Tentarei ser claro... Bem vejamos, todo o problema começa no nosso cérebro, este tem que processar milhões de informações todos os dias, decisões rápidas são tomadas a todo o instante, algumas decisões são tomadas quase sem percebermos, automaticamente. O que o cérebro julga não ser essencial passa despercebido, minimizado, consequentemente maximizamos aquilo que damos importância e o cérebro por conta própria distorce aquilo que vemos. Quanto a isso não há nada de errado, isso acontece com todos. Para ilustrar essa situação, vejamos as obras de M C Escher, ele explora justamente esse ponto, observe:
WATERFALL DE ESCHER- 1961
BELVEDERE - 1958
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Um exemplo simples do condicionamento do nosso cérebro dentro da perspectiva apresentada. A primeira obra “A Cachoeira de Escher” é uma figura perfeitamente normal, e podemos exaltar a percepção precisa de Escher quanto à perspectiva, o segundo “Belvedere” Uma construção no meio do nada, todavia muito bem elaborada prevendo milimetricamente seus detalhes. “PORÉM" se observarmos mais detidamente, CONSTATAMOS que as figuras de Escher são impossíveis de serem reproduzidas tridimensionalmente, e pra dizer a verdade (a forma como as figuras foram concebidas estão erradas do ponto de vista realista) e não obstante era esse o propósito de Escher.
- A cachoeira que está em um nível superior, na realidade não está. A cachoeira está no mesmo nível do ponto em que o canal se inicia, “mas”... em um terceiro plano (mais distante e não acima como apresentado), a possibilidade dessa cachoeira existir é impossível.

- A cachoeira é baseada na seguinte figura:O Triângulo de Penrose, também conhecido como a tribarra, é um objeto impossível. Foi criado pelo artista sueco Oscar Reutersvärd, em 1934. O matemático Roger Penrose o popularizou na década de 1950, descrevendo-o como "impossível em sua forma pura". É enfatizado implicitamente nos trabalhos do artista M.C. Escher. A tribarra parece ser um objeto sólido, feito de três barras entrelaçadas que se encontram aos pares nos ângulos direitos dos vértices dos triângulos que formam.Essa combinação de propriedades não pode ser realizada por qualquer objeto tridimensional.


- Quanto a Belvedere, observe as colunas da edificação, é até engraçado explicar, mas vou tentar... “A coluna de fora está para dentro, e a coluna de dentro está para fora” de modo que a escada que está apoiada fora, ficou para o lado de dentro, noossa que confusão, espero que tenha entendido.
Na realidade Escher baseia sua construção em um cubo impossível:


Bem tomando como base as figuras geométricas apresentadas os desenhos de Escher não estão errados, eles foram concebidos para ilustrar essa possibilidade, e quando entendemos e percebemos a sua distorção, chamamos isso de ilusão de ótica, no entanto aparentemente ela é perfeitamente normal.

Para encerra essa sessão, vejamos mais essa:

Eu pergunto a você: -Qual dos meninos é maior?
Olhando rapidamente a resposta mais lógica: - A menina!! E se eu disser que os dois meninos são do mesmo tamanho? Você acredita? Não? então deixa eu recortar os meninos como uma tesoura e coloca-los juntos, um do lado do outro, acompanhe:


Proooonto!! veja o resultado.

- Está aí a prova! (não existe efeito nenhum o que fiz foi recortar ambos e os coloquei um do lado do outro)
- Não acredita ainda?
Então meça você mesmo com um lápis ou uma régua e tire a dúvida!
Se não acreditou que bom! Já é um bom começo, o princípio pra aprender a enxergar, ou ver como um artista vê, é esse: DUVIDAR DO QUE SEUS OLHOS VÊEM...
CONTINUA...