PERSPECTIVA - O DESENHO DE ESTRADAS E CAMINHOS

Por Phil Metzger
A proposta desse assunto é que ele seja publicado em três partes. Sem delongas vamos a primeira...
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Ainda que uma estrada ou um caminho que levem a uma construção sejam, talvez, considerados só como uma parte insignificante de um desenho, podem quando são bem feitos, produzir grande efeito quanto à sensação de profundidade numa composição, assim como na descrição de uma paisagem plana ou montanhosa. Observe o desenho abaixo:
Neste desenho podemos observar que a casa está aparentemente desprovida de um acesso que conduza a ela. Metzger revela que ela certamente foi feita pelo mesmo sujeito que desenhou a casa dele. Agora vejamos três possibilidades diferentes que podem servir de acesso para essa casa:
Em um pedaço de papel vegetal trace as linhas dos três caminhos, Coloque o primeiro caminho sobre o esboço da casa. Parece Pouco eficaz. Ele dá a impressão de ter a mesma largura em todo o percurso, o que, por um lado, faz pensar que o caminho é vertical em relação ao ponto de vista do observador, e por outro lado dá a impressão de que a casa está situada sobre um íngreme rochedo e o caminho funciona como uma ‘escada’ para chegar até ela.
Experimente o caminho seguinte. Ele tem o que falta ao primeiro –a perspectiva linear. Usando este caminho é possível chegar à conclusão que todo o terreno até a casa é mais ou menos plano. Este caminho dá uma forte impressão de profundidade. Trace um caminho semelhante, mas que não seja tão aberto quanto o segundo (uma abertura que talvez esteja compreendida entre o primeiro e o segundo caminho). Observe bem que o fato do caminho se estreitar cada vez mais dá a impressão de que a casa afastada se encontra a certa distância e que o caminho que dá acesso a ela é ascendente.
O extremo desta situação é, naturalmente, o primeiro caminho, onde o rochedo que conduz à casa parece ser muito abrupto. Quanto mais se alarga o caminho, no início mais a paisagem parece tornar-se plana. Quando o alargamento se torna muito grande, a perspectiva terá um aspecto exagerado. Devemos experimentar as larguras mais diferentes para encontras as que parecem combinar. Os caminhos que estudamos até aqui são bastante diretos. É bem verdade que eles poderão se adequar a certas composições, mas com freqüência, você terá vontade de fazer serpentear um pouco o caminho para criar um pouco mais de interesse. Coloque o terceiro caminho, por exemplo, sobre o motivo. Vemos agora como duas técnicas de perspectiva mostram a sua eficácia. Não nos servimos apenas da perspectiva linear, como no segundo exemplo, mas também da modificação das dimensões. Com efeito pode-se considerar que o caminho é construído por uma sucessão de segmentos com formas semelhantes, mas cujo tamanho diminui pouco a pouco, à medida que avança, veja abaixo:
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