ESTILO NÃO SE COPIA

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Esta é provavelmente uma pergunta bastante comum, frente a uma bela ilustração. Mesmo entre os melhores profissionais, as velhas perguntas vem à mente: Qual é a técnica? Qual é o software? Como ele consegue?

Mesmo depois de ver como o artista faz, que programas ele usa, quais tintas, etc, chegamos a outra conclusão: é impossível copiar um estilo. Usando o mesmo material, a mesma seqüência, as mesmas ferramentas, o resultado é outro. Isto porque cada ilustração traz uma marca pessoal, o chamado estilo, que é como uma impressão digital, uma cadeia de DNA ou a íris de cada um; incopiável. A pesquisa e a fascinação pelos trabalhos dos outros artistas é parte do projeto de vida de um ilustrador. É um fator de motivação constante, e a tentativa de decifrar entre pinceladas e camadas de efeitos digitais, qual foi o caminho até aquele resultado, o acompanha para sempre. É interessante que mesmo ao usar as técnicas de outro artista, o resultado nunca é o mesmo, trazendo no final muito da realidade de cada pessoa, de seus referenciais de vida, de gosto pessoal, suas realidades incopiáveis. Mesmo a cópia carrega os traços da personalidade de quem a fez.

Esta é outra característica comum aos ilustradores profissionais, ter seguido até certo ponto as pegadas de seus mestres, e partilham dos mesmos frustrantes primeiros passos, quando não conseguiam copiar fielmente seus heróis pessoais.

Não é fácil desenhar como seus ídolos, e no princípio mesmo copiar os personagens mais simples das estórias em quadrinhos pode parecer impossível, mas os artistas bem sucedidos são os que conseguiram superar esta barreira inicial. Desistir é a única e irreversível maneira de não dar certo. Andrew Loomis, um mestre que influenciou gerações, e até hoje é uma referência no ensino de arte, foi desencorajado a seguir o caminho das Artes por um de seus professores, mas ele persistiu, e o tempo se incumbiu de mostrar quem deixaria sua marca na História da Ilustração. O mestre de Loomis desapareceu no anonimato.

No entanto, a busca pelo herói pode criar um novo herói. É como se um garoto decidisse ser igual ao Michael Jordan, mas não desistisse ao ver o quanto é difícil passar por adversários maiores, nem por não alcançar a tabela, sonhando em fazer belas enterradas. Talvez no segundo ou terceiro ano de treinamento sério desse para impressionar alguns colegas, e no quinto ano de incansável persistência fizesse brilhar os olhos do técnico da faculdade, que levaria o jovem talento para um torneio internacional, apontando o caminho para o profissionalismo. O cestinha da liga demonstraria ser uma grande promessa, e somando talento inato com muito treinamento, obstinação, superação, ele já teria se tornado um ídolo para muitos, já teria feito seu próprio nome na história do basquete, e teria se tornado ele mesmo uma nova lenda.

Michael Jordan, assim como o Andrew Loomis são talentos únicos. Não há nem haverá outros como eles, como não haverá um novo Ayrton Senna, Miles Davis, Hermeto Paschoal ou Garrincha, mas estes certamente serão a inspiração para muitos novos talentos, que se tornarão virtuosos em suas próprias carreiras, influenciados pelos seus heróis.
Esta é uma realidade para todos que se destacaram em suas especialidades, motivados pelos seus ídolos, seguindo seus passos, influenciados por seus estilos, mas em algum ponto no caminho, achando seu próprio estilo, sua única e incopiável voz interior. Se deixar levar até certo ponto, é normal e esperado, em todos os campos da atividade humana, mas a grande busca é sempre interior.

É a nós mesmos que queremos encontrar através de nossos heróis, e com os ilustradores não poderia ser diferente.

Para quem gosta de fazer a velha pergunta, sugiro uma visita aos seguintes websites:

http://www.goodbrush.com

http://www.drewstruzan.com

http://www.joesorren.com

http://www.thebillmayer.com

http://www.marygrandpre.com

http://www.lemenaide.fws1.com/
Como eles conseguem?
(Revista DG - setembro 2003)

O PAPEL

A superfície mais comum para desenho é o papel branco, alguns artistas preferem usar um papel texturizado para os desenhos a carvão. O papel texturizado também pode ser usado nos desenho com lápis Conte. Porém se o efeito desejado for tons de preto sólidos é preferível o papel de desenho liso.
É preciso distinguir os papéis usados cotidianamente, tipo sulfite, fabricados com polpa de madeira através de processos industriais, dos papéis de alta qualidade para fins artísticos, estes são feitos com fibras têxtil (trapos) e elaborados de forma artesanal, com rigoroso controle de qualidade. É interessante observar que estes mesmos fabricantes produzem também produtos mais baratos de qualidade mais inferior.
TIPOS DE PAPÉIS
Acetinados – Sem nenhuma granulação, são calandrados a quente e apropriados para desenhar com pena e com lápis, permitindo tonalidades acinzentadas e degrades muito suaves.
Textura fina – Permitem tonalidades de cinza e degrades de alta qualidade, são apropriados para desenhos com lápis de grafite macio, lápis de cera e lápis de cor.
Textura média - Para pintar com pastel, desenhar com sanguínea e, com algumas limitações, para pintar com aquarela.
Vergé – É um papel tradicional, quase obrigatório para desenhar com carvão, sanguínea ou pastel.
Canson – Coloridos ou branco, são muito utilizados. Bastante granulosos de um lado e com granulação média do outro, sua textura e encolamento dão ao papel uma grande versatilidade, podendo ser usado com carvão, sanguínea, pastel e lápis de cor.Os especiais para aquarela – Fabricados com diferentes texturas (média, grossa e muito grossa), possuem características especialmente pensadas para os aquarelistas, mas também podem ser usados com algumas técnicas de lápis.

Entre as diversas marcas, o papel Canson de textura média e qualidade também média é um dos mais utilizados pois oferecem excelentes resultados com lápis de diferentes tipos e graduações. No entanto, quando se trata de um trabalho especial ou de desenhos que serão expostos é justificável maiores custos com o propósito de realçar a obra.

REFERÊNCIAS PARA ANATOMIA

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Referências são fundamentais para a concepção de um bom desenho, os bons artistas não abrem mão dela. Encontrei na net dois bons sites com ótimas referências sobre anatomia.
REIBUSTOS
O site reybustos.com é muito bom, recomendo dar uma passadinha lá pra conferir:
Antes
Depois
As imagens estão em flash, você clica na figura e arrasta, as imagens fazem uma transição da foto até o desenho de lápis, muuuuuito bom.
POSEMANIAC
O site posemaniacs.com é simplesmente fantástico, com ótimas referências de modelos em diversas posições, andando, correndo, deitado, etc. Modelos e poses escorçados, que são extremamente difíceis de desenhar de cabeça, tornam esse site uma ferramente indispensável para a concepção de um desenho coerente e de acordo com as regras da anatomia. - Detalhe todos os modelos estão esfolados de forma que permite ver os músculos nas suas diversas configurações. Só vendo mesmo pra acreditar...

LIÇÕES DE ARTE

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Encontrei no site creativespotlite.com lições de arte que são bem instrutivas, é certo que estão em inglês, mas também são bem intuitivas, segue o link baixe e veja como são interessantes, é só clicar na imagem pra baixar:

CAIXA DE FERRAMENTAS – LÁPIS

Neste tópico serão discutidos alguns materiais utilizados no ofício de desenhar. É importante ter conhecimento dos materiais que são adequados a cada técnica. Para quem está começando e para alguns que já estão há algum tempo desenhando existe uma pergunta bem corriqueira: Quais os materiais realmente necessários?
Para fins de aprendizado não serão necessários grandes investimentos, um lápis comum número 2 equivale a um lápis HB, de qualidade superior, um bloco de papel, uma borracha e também uma prancheta (importante para que possa ficar inclinada servindo assim de apoio). Todavia com o seu desenvolvimento essa lista pode ser incrementada gradualmente. O mercado disponibiliza uma grande variedade de materiais, alguns lápis com minas mais macias ou mais duras, grafite, carvão, sanguínea, etc.
É interessante notar que o grafite (material que compõe a mina do lápis) é um mineral, ele foi descoberto em 1560 na Inglaterra em alguma minas localizadas em Cumberland, ela é misturada com argila em diferentes proporções, logo quanto mais macias as minas, menos argila foi adicionada ao grafite.
Foi Nicolas-Jacques Conté quem patenteou o processo de variação do grau de dureza da grafite, por volta do final do século XVIII, e estimulou, dessa maneira, sua popularidade como instrumento de desenho
- A diferença entre lápis comuns e lápis de marca superior:
Lápis Comum - As graduações vem expressas em números, entre os macios o de número 1 equivale ao 2B, e o de número 2 ao HB. Ente os duros o número 3 equivale ao H e o de número 4, ao 3H, são aqueles que costumamos utilizar no dia-a-dia;
Lápis de Marca Superior - Que costuma ser utilizados no desenho tem suas graduações indicadas por número e letras, os macios, assinalados pela letra B, são indicados para o desenho artístico (de B a 8B); os duros, recomendados para desenho técnicos, são assinalados pela letra H (de H a 7H). As graduações HB e F são intermediárias, nem duras nem macias.
A espessura da mina do lápis está relacionada com seu grau de dureza. Quanto mais macio o lápis, mais grossa é a mina e vice-versa.

REPÚBLICA CHECA



Lápis Koh-i-Noor estojo com 12 graduações (8B,7B,6B,5B,4B,3B,2B,B,HB,F,H,2H), fabricado na República Tcheca, ideal para escrita e desenho. Vendido o estojo com 12 unidades. R$ - 45,00







ALEMANHA




Lápis Staedtler Lumograph estojo com 6 graduações (HB,2B,4B,6B,7B,8B) fabricado na Alemanha, ideal para desenho. Vendido o estojo com 06 unidades. R$ - 26,00








FRANÇA

Lápis Conté



ALEMANHA












A.W.Faber


DESENHISTAS AUTODIDATAS - O INÍCIO

Não é fácil definir a palavra "desenho" pois ela engloba grande número de atividades relacionadas, porém diferentes. O dicionário Aurélio assim define a palavra: 1. Representação de forma sobre uma superfície, por meio de linhas, pontos e manchas, com o objetivo lúdico, artístico, científico, ou técnico; 2. A arte e a técnica de representar com lápis, pincel, pena, etc., um tema real ou imaginário expressando a forma e geralmente abandonando a cor.
Entretanto para muitos artistas o desenho tem uma função descritiva: é uma resposta direta aos estímulos visuais do seu entorno.
Desenhar muitas vezes é visto como um dom especial, e, é verdadeiro afirmar que algumas pessoas parecem desenhar sem demonstrar muito esforço. Todavia desenhar, assim como escrever é uma habilidade que pode ser aprendida, e nesse sentido a motivação é um fator preponderante.
O principal aliado dos estudantes que buscam o domínio do desenho é a "visualização". Parece simples dizer que se você quer aprender a desenhar tudo que você precisa é olhar para as coisas, mas não é assim tão simples, porque você deve aprender a olhar de determinada forma, analítica e objetivamente. Pode parecer uma habilidade difícil de dominar, já que envolve a observação das coisas sempre com um olhar renovado, sem preconceitos. Nossos cérebros estão lotados de informações que podem ser empecilhos na hora do desenho, levando-nos a conclusões erradas. Temos a tendência de desenhar aquilo que conhecemos a partir de nossas experiências, e não do que vemos com nossos próprios olhos.
Um exemplo clássico é o tamanho relativo, que pode ser difícil de se obter, especialmente quando desenhamos objetos conhecidos. Se você coloca um objeto grande sobre uma mesa, com outro menor na frente, com certeza irá desenhar o maior, grande demais, em razão do seu conhecimento anterior dele. Mas, na verdade os efeitos da perspectiva o "encolheram", portanto ele pode estar menor do que o objeto mais próximo de você.